Início Curiosidades Invadir redes sociais (Ownar), vira prática de torcedor politico.

    Invadir redes sociais (Ownar), vira prática de torcedor politico.

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    Invadir redes sociais (Ownar), vira prática de torcedor politico.

     

    Na critica de hoje, vamos pautar sobre os ataques que ocorreram na página do Tico Santa Cruz e da cantora Pabllo Vittar. O objetivo aqui é levar em questão por qual motivo levou o grupo de hackers a realizar este ataque.

    Vamos analisar. o que aconteceu e o posicionamento das páginas com seus ideais politicos, agiram corretamente.

    Em um artigo da Panda Security ( Não estamos fazendo um jabá aqui), explicando sobre o objetivo dos hackers em “ownar” suas redes sociais. AQUI.

    O lado torcedor

    Aqui no Brasil teria que ser diferente, estamos passando por uma grave crise politica e adaptação da utilização das redes sociais. De fato precisamos pensar duas vezes antes de sair postando qualquer coisas em suas redes sociais.

    Aqui no nosso blog, não sabemos ao certo quem foi o culpado ou se isso foi armado. Antes de julgar aqui, gostaríamos de deixar bem claro que se  este tipo ataque foi promovido pelos próprios administradores o resultado seria impactante em ambas as carreiras.

    Vergonha alheia de páginas com posicionamento político.

    Promover o debate acusando que a culpa foi da direita ou da esquerda, promove ainda mais a identidade.

    mamaefalei

    #commit
    Faltou interpretação do que ocorreu.

    O grupo no qual foi citado nas publicações KYZ TEAM na página de Tico Santa Cruz, não assumiu os atos dos ataques, até o presente momento não foram também identificados os responsáveis no canal do Youtube da Pabllo Vittar.

    Somando o publico de ambos, estamos falando de um publico acima de 4 milhões de seguidores. Condenar este tipo de ataque é minimamente o ideal para uma pessoa publica. Segue abaixo em seu twitter a publicação do Jair Bolsonaro:

    Com isso você alimenta os dois espectros, no cenário no qual o grupo hackers se idealiza. O aumento de canais no qual existem uma posição de esquerda ou LGBT serão atacados com um único objetivo de promover ainda mais o nome do Jair Bolsonaro.

    O Justificando publicou um artigo interessante sobre isso, confira:

    Na madrugada desta segunda-feira (28), o perfil no youtube de Pabllo Vittar foi invadido por usuários anônimos que trocaram a foto da cantora por uma imagem do deputado federal e pré-candidato à presidência, Jair Bolsonaro. Além disso, os invasores deletaram o vídeo de maior visualização da cantora. K.O. Pouco após o meio-dia, a assessoria de Pabllo soltou um comunicado informando que o perfil já tinha sido restabelecido e o vídeo recuperado.

    O caso pode soar trivial como um “desses de internet”, mas se vale ao menos um comentário a respeito, começo logo por aquilo que se pode aparentar: um caso “trivial como um ‘desses de internet”. Ataques e perseguições em plataformas digitais, seja contra o indivíduo – os casos de pornografia de vingança têm sido cada vez mais aparentes e frequentes, para ficar em um exemplo – ou contra grupos – particularmente seus representantes mais visíveis e reconhecidos – já não são fatos novos para militantes de esquerda, sensivelmente aqueles mais próximos às lutas de mulheres, negras e negros e LGBTs.

    Os estudos sobre as estratégias e as formas de subjetivação desta forma de atuação direcionada à perseguição por mídias sociais remontam ao uso pela militância de grupos de discussão por listas de e-mail no início dos anos 2000, uma era pré-facebook mas suficientemente online para motivar ataques, viabilizados pelo anonimato, em páginas de entidades e blogs pessoais de militantes com mensagens de ódio e divulgação de dados pessoais com objetivo de intimidação. De lá para cá, apesar do crescimento exponencial das modalidades de interação, a impressão é a de que as antigas estratégias ainda permanecem atuais e operantes.

    Se há alguma trivialidade no ciberataque à Pabblo Vittar, é justamente a recorrência e a banalização desta forma de violência online contra os mesmos grupos, a dizer, LGBTs, mulheres, negras e negros, há pelo menos uma década no Brasil.

    Desnecessário dizer, se ainda há quem não considere a invasão uma violência, mas mera “brincadeira de criança”, que parte dos conteúdos das mensagens que pessoas como Pabblo Vittar, mas não apenas, recebem em seus perfis pessoais do facebook, raramente seriam classificáveis criminalmente como “liberdade de opinião”. Não é incomum portanto que disso decorra o afastamento, quando não o adoecimento, de militantes com inserção em espaços on-line. Este é um problema. Outro, mais intimamente ligado com as nossas estratégias de luta, tem a ver com a possibilidade de reprodução destas práticas dentro da própria militância. Este é outro problema, e talvez ainda mais difícil que o primeiro.

    Agora, saindo da perspectiva da violência para um último comentário de caráter mais pragmático. Pouco se precisa repetir sobre a plataforma ideológica do pré-candidato Jair Bolsonaro: suas frases o produzem melhor do que sua imagem. Mas também não é fato novo a muitos militantes que, do outro lado da bolha, é perceptível uma movimentação dispersa geograficamente, mas coesa nas práticas de engajamento de adolescentes, que têm experimentado atuar politicamente pela internet em torno da figura de um deputado presidenciável de forma a coordenar ações de “ataque” a páginas e perfis de pessoas que representem formas de ser ou estar no mundo contra as quais seu líder postula e incita.

    Os relatos de professores que vêm identificando em suas salas de aula a proliferação de um “culto” ao Bolsonaro, o que tem sido considerado inclusive “moda” entre os mais jovens (e eu não estou falando aqui da faixa 15-17 anos, mas da faixa dos 10-15 anos), dão uma pista para entender a dimensão do cenário.

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    Este 2017 que já tem um pouco de 2018 parece, então, um bom momento para passarmos a limpo algumas das formulações dos movimentos sociais (falo do LGBT, em que atuo) em termos das lutas mais amplas: qualquer projeto de país e sociedade que se pretenda anti-capitalista deverá buscar na multiplicidade de reconhecimentos políticos não apenas o discurso, mas a fundação para a articulação de suas estratégias políticas. Ou, mais direto ainda: não se trata de tolerar, nem tampouco de aceitar ou compreender, mas de efetivamente inverter a lógica de uma luta mais ampla que abarque as particularidades para uma luta a partir das particularidades que se aspire ampla.

    Para ficar bem claro: somos capazes de articular uma resistência contra a reforma previdenciária levando em consideração que a população travesti tem expectativa de vida média no Brasil de 35 anos, de modo que a previdência nem mesmo antes da reforma era para muitas delas uma possibilidade? Ou tudo o que temos a dizer é: viu como essa luta também é sua?

    Isso do lado de cá da bolha. Do lado de lá, creio que o apoio popular à candidatura de Jair Bolsonaro não se trata nem de longe de meia dúzia de rancorosos que seguem um candidato sem chances reais, e muito menos de um candidato cujo teto eleitoral é limitado. A banalização da campanha do deputado por amplos setores da esquerda, que não raro tratam o assunto com algum escárnio (seria bom se eu pudesse rir disso), é tão preocupante quanto saber que o discurso de Bolsonaro só será liquidado, se será, a longo prazo, haja vista a faixa geracional de seus seguidores mais ruidosos. De todo modo, o assunto nem de longe deveria preocupar apenas LGBTs.

    Lucas Bulgarelli é bacharel em Direito pela USP, mestrando em Antropologia Social pela USP, pesquisador vinculado ao Núcleo dos Marcadores Sociais da Diferença da USP e coordenador do Grupo de Trabalho em Direito e Diversidade de Crivelli Advogados Associados.

    #eof

     

    Só para concluir o nosso blog condena este tipo de ataque e os conteúdos publicados pelo grupo. Gostaríamos de deixar uma carta aberta aqui, para o grupo caso queira entrar em contato com o nosso blog, gostaríamos de saber o proposito do ataque. Porque até agora vocês só estão promovendo um idiota. E antes de julgar, o grupo FSOCIETYBR não possui um posicionamento politico de esquerda.

    #Ahoy

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